quarta-feira, novembro 22, 2006
Strangers in the Night
Wondering in the night
What were the chances
wed be sharing love
Before the night was through.
Something in your eyes was so inviting,
Something in you smile was so exciting,
Something in my heart,
Told me I must have you.
Strangers in the night,
two lonely people
We were strangers in the night
Up to the moment
When we said our first hello.
Little did we know
Love was just a glance away,
A warm embracing dance away and
-Ever since that night weve been together.
Lovers at first sight, in love forever.
It turned out so right,
For strangers in the night.
domingo, outubro 01, 2006
Grandes Disparates
Já compreendo que talvez o objectivo seja o de medir a sensibilidade do Povo Português sobre qual o individuo que mais marcou a nossa memória colectiva.
O problema é que com o nosso nível de memória, arriscam-se é que o vencedor seja um certo homem das botas...
Novidades Musicais
Paula Oliveira e Bernardo Moreira - Lisboa que Adormece
Roberta Sá - Braseiro
Paul Anka - Rock Swings
Moloko - Catalogue
Ovo - Ovo
Chavela Vargas - Macorina
Nancy Vieira - Segred
Ildo Lobo - Nós Morna
quinta-feira, agosto 24, 2006
Um Homem no País
Estou por estes dias a redescobrir um disco que marcou a minha infância. Sei agora que foi o primeiro CD gravado por um artista português, em 1984, mas na altura ouvia-o no seu formato de vinil (e que saudades do vinil... os discos, o colocar a agulha no prato, as capas enormes, as letras em folhas que às vezes eram difíceis de colocar de volta na capa... ai que saudades, ai ai).
São 13 fados à volta do país e das nossas tradições, feitios e pormenores regionais. Escritos com a mestria de Ary dos Santos (com uma excepção por José Mário Branco), que nos transmite, ora a força ora a ternura das nossas terras e sobretudo das suas gentes. Na composição das músicas temos Fernando Tordo, Carlos Alberto Moniz, Paulo de Carvalho ou Ivan Lins. O genial Carlos Paredes escreve a música e interpreta a guitarra de um dos temas. Nos outros, temos a guitarra de António Chaínho, as violas de Fernando Alvim ou de José Maria Nóbrega, bem como a inclusive a contribuição de Carlos Bica. Isto tudo com arranjos de José Mário Branco, Carlos Alberto Moniz ou José Luis Tinoco.
Tudo somado, temos pouco mais de três quartos de hora de grande qualidade musical que nos faz viajar pelo país através da voz e soberba interpretação de Carlos do Carmo.
Conhecemos a garra de trabalhar as terras difíceis, a ternura de ver nascer os filhos e de os ligar à terra, a amargura da imigração. Saboreamos a água salgada que rodeia as Ilhas, o calor do sol do Alentejo e do Algarve, a labuta diária do abastecimento de Lisboa através da zona Saloia ou a agrura das terras altas das Beiras Interiores e de Trás-os-Montes. Mas também sentimos o aroma das hortenses e das estrelícias, a força da lezíria do Ribatejo e a alegria das ruas do Porto.
Como se pode ler, acho que este é um dos discos da minha vida. É talvez um dos poucos que sobreviveu ao teste do tempo e ao crivo do desencanto da idade adulta. Só por isso merece ser ouvido. E sobretudo entendido.
Só gostava de saber onde ser meteu toda esta energia e força do nosso povo…
sábado, agosto 19, 2006
Defeito Profissional
terça-feira, agosto 15, 2006
Tony
Mas olhando com atenção os espectáculos de Tony Carreira que passam na TVI (coisa que eu já fiz), não se pode negar os cuidados postos na produção, nos arranjos musicais, na cenografia, no empenho e qualidade dos músicos e cantores.
E o público, consciente ou inconscientemente vê isso.
Com um sintetizador e uma caixa de ritmos nem com bilhetes de borla se enche o pavilhão atlântico....
quinta-feira, agosto 03, 2006
Fidel
Acompanhei com interesse durante as férias a operação de Fidel Castro, bem como a sua delegação de poderes no irmão Raul e noutros membros da hierarquia governamental cubana.
Costumo dizer e ouvir dos meus amigos que gostaria de ir a Cuba antes da morte de Fidel, porque receamos que depois a ilha volte a ser um protectorado dos Estados Unidos e local de chegada de oportunistas e aventureiros ansiosos de explorar as riquezas da ilha (como acontece aliás nos estados hispânicos em redor).
No entanto, esta transição calma e sem sobressaltos revelou que a revolução cubana pode subsistir sem a presença de Fidel na sua liderança. A clarividência demonstrada no realismo do encarar do seu estado de saúde, divulgando o que achava suficiente e explicando claramente porque não o divulgava na sua totalidade, revelou que Fidel confia na inteligência do povo cubano, e na sua capacidade de continuar o trabalho desenvolvido.
Não podemos dizer o mesmo dos supostos regimes democráticos ocidentais... Quantas vezes as notícias são sonegadas na sua totalidade, com base na desconfiança dos governantes em relação à reacção popular?
Tenho confiança na recuperação de Fidel. Cuba tem uma das mais avançadas medicinas existentes. No entanto, com esta amostra, tenho confiança de que Cuba continuará a ser um exemplo de que se pode organizar um estado de forma diferente, em oposição ao ponto de vista vigente de que só há uma solução viável.
Todos os regimes têm os seus defeitos, os seus erros, e os seus opositores. Todos devem aprender e evoluir. Penso que devemos aprender muito com algumas áreas do sistema cubano, antes de os criticar por coisas que também se praticam, abertamente ou de formas mais disfarçadas, nos nossos quintais.
sexta-feira, julho 07, 2006
Isso agora dá muito trabalho....
“Com Scolari, Portugal chegou à final do Euro 2004 e à discussão do terceiro lugar no Mundial 2006, assim sendo muito dificilmente o técnico poderia acrescentar mais à selecção das «quinas». A partir daqui seria marcar passo, para fazer melhor teria de ser campeão de Europa em 2008 e candidato ao título mundial em 2010.
Esta situação implicaria um esforço de trabalho acrescido do seleccionador nacional, no que diz respeito ao recrutamento de jogadores, uma vez que Figo e Pauleta são abandonos quase certos depois do Mundial 2006.
Deste modo o treinador nacional teria de construir um novo plantel e trabalhar com jogadores como Moutinho, Manuel Fernandes, Quaresma ou Hugo Almeida, para «ajudar os jogadores a ser cada vez melhores».”
Ou seja, pela opinião jornalística, Scolari não quer ficar em Portugal porque irá ter um “esforço de trabalho acrescido”… Por muito que não se goste do Seleccionador (e eu não gosto), não acredito que um profissional de valor como é fuja por medo de ter mais trabalho. Terá com certeza as suas razões, mas não serão estas.
Este artigo é um espelho da mentalidade do jornalista que o escreveu e, dessa forma, do que temos no nosso país. O típico pensamento do “isto dá muito trabalho” corrói a larga maioria das tentativas de esforço conjunto que possa visar melhorias na sociedade. Para cada um que surge com ideias inovadoras, surgem três ou quatro à volta engendrando as melhores formas de minar essa ideia para não ter o trabalho de a executar…
Assim são os Portugueses…
sexta-feira, junho 30, 2006
Cansaço
De olhos fixados no meus?
Alguém que passou por cá
E seguiu ao Deus dará
Deixando os olhos nos meus.
Quem dorme na minha cama
E tenta sonhar meus sonhos?
Alguém morreu nesta cama
E lá de longe me chama
Misturado nos meus sonhos.
Tudo o que faço ou não faço
Outros fizeram assim
Daí este meu cansaço
De sentir que quanto faço
Não é feito só por mim.
sexta-feira, junho 16, 2006
Dislexia
- Cristiano Ronaldo está a treinar, sorridente, no círculo central, com as Calceiras Chutadas.
Pensei que poderia estar meio ensonado e ter ouvido mal, mas foi isso mesmo que ele disse... E lá continuou a reportagem sem se dar conta.
