Recentemente a Igreja Católica veio, praticamente em tons jocosos, permitir-se brincar com o termo casamento para a união oficial entre pessoas do mesmo sexo. Pediu que se lhe chamasse "associação", "joint-venture" ou outros termos parecidos, uma vez que o termo casamento estaria destinado apenas e só a uniões entre pessoas de sexos distintos.
Para além disso, vieram agitar (embora depois desmentindo, mas ficou o "aviso") que poderiam mobilizar os seus fieis para não votar nos partidos que defendessem tal heresia.
A Igreja Católica sabe que está a perder influência no mundo. Não negando toda a sua obra social, construida nas bases, todo o seu poder mundial foi construido sobre dogmas inventados ao longo do tempo, ao sabor dos seus interesses, e do seu enriquecimento enquanto instituição.
O celibato dos padres, a não ordenação de mulheres, o Deus enquanto ser exterior ao ser humano ou como ser irado e castigador, o próprio casamento ou a celebração do Natal foram criados, à revelia da igreja original para, ao longo do tempo, poder enriquecer o seu património monetário e capitalizar a sua influência.
Agora, o mundo vai-se lentamente libertando do jugo da moral judaico-cristã. Vai percebendo que pode acreditar num Deus que até está dentro de cada um de nós. Dessa forma já não é preciso ir à igreja para rezar ou para celebrar qualquer cerimónia.
Só era necessário que os estados, que até se dizem laicos, se fossem também libertando desse espartilho mental. Há bastante legislação que está criada e em vigor que se rege por principios morais criados pela Igreja Católica unicamente para seu proveito. E precisamos, a bem de um avanço civilizacional enquanto seres verdadeiramente evoluídos dar alguns passos em frente. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é um desses passos. A abolição pura e simples do casamento é outro.
domingo, fevereiro 15, 2009
domingo, fevereiro 08, 2009
Dúvidas Inconsequentes
Este fim de semana decorre a convenção nacional do Bloco de Esquerda. A primeira questão seria porque se chama de convenção e não de congresso? Questão de semântica ou de importância?
O que mais me espanta neste congresso é a ânsia de discutir o nome do próximo candidato apoiado pelo Bloco às presidenciais. Espanta-me por várias razões.
A primeira razão é a de que as presidenciais são as eleições mais distantes no calendário eleitoral. O que pode significar que o BE, no seu afã mediático está apenas interessado no protagonismo de apoiar um candidato possivelmente ganhador.
Depois há o facto de falarem em Manuel Alegre. Pelo que me recordo, este nem sequer é ainda candidato. E se o querem apoiar agora, porque raio não o fizeram nas últimas eleições?
Outro factor é o de que (ainda ligado ao protagonismo) tanto fazer a Francisco Louçã que Alegre seja ou não militante do PS. Imagino que não. O que importa é mesmo que haja um candidato com possibilidade de ganhar.
E estas questões vêm levantar discórdias dentro do partido. O habitual unanimismo foi agora quebrado precisamente para criticar a ânsia da aposta em Alegre. Para quê causar estas discordâncias internas, quando se aproximam três importantes eleições nacionais?
Mas no meio de tantas dúvidas, uma coisa entendo no apoio do BE a Alegre. É que tanto um como outro, mesmo com forte apoio popular, não trazem muito para lá do mediatismo e da aparência...
O que mais me espanta neste congresso é a ânsia de discutir o nome do próximo candidato apoiado pelo Bloco às presidenciais. Espanta-me por várias razões.
A primeira razão é a de que as presidenciais são as eleições mais distantes no calendário eleitoral. O que pode significar que o BE, no seu afã mediático está apenas interessado no protagonismo de apoiar um candidato possivelmente ganhador.
Depois há o facto de falarem em Manuel Alegre. Pelo que me recordo, este nem sequer é ainda candidato. E se o querem apoiar agora, porque raio não o fizeram nas últimas eleições?
Outro factor é o de que (ainda ligado ao protagonismo) tanto fazer a Francisco Louçã que Alegre seja ou não militante do PS. Imagino que não. O que importa é mesmo que haja um candidato com possibilidade de ganhar.
E estas questões vêm levantar discórdias dentro do partido. O habitual unanimismo foi agora quebrado precisamente para criticar a ânsia da aposta em Alegre. Para quê causar estas discordâncias internas, quando se aproximam três importantes eleições nacionais?
Mas no meio de tantas dúvidas, uma coisa entendo no apoio do BE a Alegre. É que tanto um como outro, mesmo com forte apoio popular, não trazem muito para lá do mediatismo e da aparência...
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Democracia On Waves
O Estado Português foi condenado, pelo tribunal Europeu dos direitos do Homem, por não ter deixado entrar nas suas águas territoriais o barco da organização "Women on Waves", que pretendia efectuar sessões de esclarecimento sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Dessa forma, o estado será obrigado a pagar uma indemnização às duas organizações queixosas.
Reza o acordão que Portugal não foi condenado por proibir a divulgação das ideias e actividades da referida organização, mas sim porque, impedindo a entrada do navio, impediu que fizessem uso do seu meio mais eficaz de propaganda.
Recordo que nessa altura, o referido barco foi acompanhado por um navio de guerra que impediu a sua entrada nas nossas águas. Tamanha demonstração de força no sentido de obviar à discussão de ideias e divulgação de conteúdos, revela bem o terceiro-mundismo do nosso país, especialmente do, à data, ministro da defesa.
Ora e quem era este ministro da defesa nacional? Nem mais nem menos que aquele a quem ninguém faz perguntas sobre a IVG nem sobre o casamento Gay. Este senhor, pelas suas ideias e atitudes fascizantes custou ao nosso país uma humilhante condenação em Bruxelas como um país que guarda a sua moral católica com navios de guerra. Parece-me que atitudes destas seriam de outros senhores (ou da outra senhora), não de um país europeu no século XXI.
E já agora, é para isto que temos uma Marinha de Guerra?
Reza o acordão que Portugal não foi condenado por proibir a divulgação das ideias e actividades da referida organização, mas sim porque, impedindo a entrada do navio, impediu que fizessem uso do seu meio mais eficaz de propaganda.
Recordo que nessa altura, o referido barco foi acompanhado por um navio de guerra que impediu a sua entrada nas nossas águas. Tamanha demonstração de força no sentido de obviar à discussão de ideias e divulgação de conteúdos, revela bem o terceiro-mundismo do nosso país, especialmente do, à data, ministro da defesa.
Ora e quem era este ministro da defesa nacional? Nem mais nem menos que aquele a quem ninguém faz perguntas sobre a IVG nem sobre o casamento Gay. Este senhor, pelas suas ideias e atitudes fascizantes custou ao nosso país uma humilhante condenação em Bruxelas como um país que guarda a sua moral católica com navios de guerra. Parece-me que atitudes destas seriam de outros senhores (ou da outra senhora), não de um país europeu no século XXI.
E já agora, é para isto que temos uma Marinha de Guerra?
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Ajudar quem precisa
Há coisas que não entendo. Se as pequenas e médias empresas têm bastantes dificuldades porque não conseguem encontrar crédito, e os bancos têm dificuldades em recuperar o dinheiro que emprestam, porque é que o Estado, em vez de disponibilizar dinheiro aos bancos para emprestar às empresas não empresta directamente a estas, sem juros ou com um juro mais baixo?
Não seria uma forma de agilizar os processos e garantir que as empresas tenham alguma esperança de capitalização?
Ou estamos ainda a pensar que serão os mesmos que causaram a crise que a irão salvar? Que eu saiba, foi o sistema financeiro e bancário ao nível mundial que conduziu a esta situação, na busca de mais e mais lucros, mesmo em cima daquilo que não tem valor aparente (como o caso do sub-prime).
É inacreditável que continuemos na mesma. Seria uma boa altura de repensar o mercado de capitais, e verificar que a esmagadora maioria do que nele se passa tem o mesmo valor de um níquel furado. Quanto do dinheiro movimentado tem realmente correspondência em algo físico e palpável? As variações de acções e fundos fazem-se ao sabor da corrente, subindo num dia e descendo noutro às vezes pelas mesmas razões.
Preocupa-me ver que as coisas continuam na mesma. Andamos a insistir no mesmo erro. E ajudemos quem precisa de uma forma eficaz.
Não seria uma forma de agilizar os processos e garantir que as empresas tenham alguma esperança de capitalização?
Ou estamos ainda a pensar que serão os mesmos que causaram a crise que a irão salvar? Que eu saiba, foi o sistema financeiro e bancário ao nível mundial que conduziu a esta situação, na busca de mais e mais lucros, mesmo em cima daquilo que não tem valor aparente (como o caso do sub-prime).
É inacreditável que continuemos na mesma. Seria uma boa altura de repensar o mercado de capitais, e verificar que a esmagadora maioria do que nele se passa tem o mesmo valor de um níquel furado. Quanto do dinheiro movimentado tem realmente correspondência em algo físico e palpável? As variações de acções e fundos fazem-se ao sabor da corrente, subindo num dia e descendo noutro às vezes pelas mesmas razões.
Preocupa-me ver que as coisas continuam na mesma. Andamos a insistir no mesmo erro. E ajudemos quem precisa de uma forma eficaz.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Escolha Escolhida
Paulo Portas anunciou ainda à pouco que vai deixar aos militantes do concelho a decisão de qual o tipo de candidatura a apresentar à câmara de Lisboa.
Depois da desgraça que foram as últimas eleições municipais, onde não elegeram qualquer vereador, Portas quer concerteza furtar-se a nova humilhação. Que se avizinha aliás por não haver no partido um nome que se apresente como candidatura credível.
Dessa forma, surge como alternativa a coligação com a inenarrável escolha feita pelo PSD de voltar a candidatar o pior presidente que Lisboa teve nos anos pós-Abecassis (e estou a incluir João Soares), bem como o pior primeiro-ministro de que me lembro.
Ora como Paulo Portas não quer assumir a escolha já que, como ele bem disse agora, se tivesse uma escolha tinha-a imposto, vai deixar aos militantes de Lisboa a tarefa de decidir o que fazer.
Este assomo de democracia basal é em Portas sempre suspeito. Espera-se que da assembleia de militantes saia a decisão esperada pela direcção do PP.
Resta saber como será efectuada a votação nessa assembleia. De braço no ar?
Depois da desgraça que foram as últimas eleições municipais, onde não elegeram qualquer vereador, Portas quer concerteza furtar-se a nova humilhação. Que se avizinha aliás por não haver no partido um nome que se apresente como candidatura credível.
Dessa forma, surge como alternativa a coligação com a inenarrável escolha feita pelo PSD de voltar a candidatar o pior presidente que Lisboa teve nos anos pós-Abecassis (e estou a incluir João Soares), bem como o pior primeiro-ministro de que me lembro.
Ora como Paulo Portas não quer assumir a escolha já que, como ele bem disse agora, se tivesse uma escolha tinha-a imposto, vai deixar aos militantes de Lisboa a tarefa de decidir o que fazer.
Este assomo de democracia basal é em Portas sempre suspeito. Espera-se que da assembleia de militantes saia a decisão esperada pela direcção do PP.
Resta saber como será efectuada a votação nessa assembleia. De braço no ar?
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Religiosamente Correcto
Estas coisas do politicamente correcto começam a aborrecer-me. Eu sou ateu e fortemente anti-católico. Para mim aliás, uma das principais causas do atraso dos países ibéricos é a forte influência da igreja católica, que se faz sentir à séculos na nossa sociedade.
No entanto não posso deixar de defender o Senhor José Policarpo quando ele avisa as mulheres portuguesas que pretendem casar com muçulmanos.
São já vários os relatos dos problemas (eufemisticamente falando) que as mulheres ocidentais sofrem quando os maridos decidem (com ou sem elas) regressar aos seus países de origem, onde impera a lei islâmica.
Se retornam juntos, as mulheres são sujeitas a acatar as regras vigentes nesse país, que incluem, em menor ou maior grau, a obrigatoriedade de não sair de casa, de cobrir o corpo e de ser obrigadas a uma subserviência ao seu marido e respectiva família.
Se as mulheres optam pela separação cá, são vários os casos em que os maridos levam os filhos para os respectivos países e elas deixam de os poder ver nem sequer falar com eles.
É se calhar politicamente incorrecto dizer isto, mas a sociedade muçulmana vive ainda na idade média. Estiveram no passado mais adiantados que nós, ensinaram-nos muitas coisas que utilizamos na nossa cultura e foram extremamente tolerantes em termos religiosos (muito mais que os europeus da altura). No entanto, agora estão numa situação de atraso civilizacional grave. Não existe um país muçulmano em que as estruturas democráticas estejam assentes em bases sólidas, tal como não existe qualquer país muçulmano que respeite os direitos humanos em níveis minimamente aceitáveis.
Como é óbvio, não estou a falar de todos os muçulmanos, pois em muitos assenta o diálogo inter-religioso existente nas sociedades ocidentais. Estou a falar daqueles que suportam as sociedades baseadas numa interpretação abusiva do Corão, que obriga milhões de seres humanos ao sofrimento.
Já veio muita gente reagir como virgem ofendida às declarações do Senhor Policarpo (assim como reage por vezes a igreja católica). No entanto tenho quase a certeza de que nenhum muçulmano irá ser verdadeiramente prejudicado pelas declarações do Senhor Policarpo, já que ele não disse nenhuma mentira.
No entanto não posso deixar de defender o Senhor José Policarpo quando ele avisa as mulheres portuguesas que pretendem casar com muçulmanos.
São já vários os relatos dos problemas (eufemisticamente falando) que as mulheres ocidentais sofrem quando os maridos decidem (com ou sem elas) regressar aos seus países de origem, onde impera a lei islâmica.
Se retornam juntos, as mulheres são sujeitas a acatar as regras vigentes nesse país, que incluem, em menor ou maior grau, a obrigatoriedade de não sair de casa, de cobrir o corpo e de ser obrigadas a uma subserviência ao seu marido e respectiva família.
Se as mulheres optam pela separação cá, são vários os casos em que os maridos levam os filhos para os respectivos países e elas deixam de os poder ver nem sequer falar com eles.
É se calhar politicamente incorrecto dizer isto, mas a sociedade muçulmana vive ainda na idade média. Estiveram no passado mais adiantados que nós, ensinaram-nos muitas coisas que utilizamos na nossa cultura e foram extremamente tolerantes em termos religiosos (muito mais que os europeus da altura). No entanto, agora estão numa situação de atraso civilizacional grave. Não existe um país muçulmano em que as estruturas democráticas estejam assentes em bases sólidas, tal como não existe qualquer país muçulmano que respeite os direitos humanos em níveis minimamente aceitáveis.
Como é óbvio, não estou a falar de todos os muçulmanos, pois em muitos assenta o diálogo inter-religioso existente nas sociedades ocidentais. Estou a falar daqueles que suportam as sociedades baseadas numa interpretação abusiva do Corão, que obriga milhões de seres humanos ao sofrimento.
Já veio muita gente reagir como virgem ofendida às declarações do Senhor Policarpo (assim como reage por vezes a igreja católica). No entanto tenho quase a certeza de que nenhum muçulmano irá ser verdadeiramente prejudicado pelas declarações do Senhor Policarpo, já que ele não disse nenhuma mentira.
sábado, novembro 22, 2008
As folhas do Loureiro
Dias Loureiro é de facto um dos grandes trafulhas da nossa democracia.
Já não bastava ter sido o ordenante das várias cargas policiais durante o tempo em que foi ministro da administração interna (tendo como exemplo a ponte 25 de Abril ou os disparos sobre a população no Pragal), foi também o responsável por negociatas com os aviões de combate aos incêndios. Agora está envolvido com os crimes financeiros do BPN.
Numa tentativa de se descupabilizar junto da opinião pública, tentou ir ao parlamento. Não conseguindo, foi à televisão. E como a RTP se deixa instrumentalizar, disse o que se esperava. Que não sabia de nada, que é um anjinho e que à não sei quantos anos tentou denunciar o que se passava no BPN. Que curioso. Só tentou fazer isso uma vez numa conversa privada com alguém do Banco de Portugal. Talvez se fosse uma pessoa séria, se tivesse demitido do BPN e denunciado publicamente a situação... Se não fosse a crise, nada disto se saberia. E andava o Sr. Dias Loureiro, contente e feliz a capitalizar...
No final do governo de Cavaco Silva, falava-se que o tabu era uma forma do então primeiro-ministro se distanciar das negociatas já em curso pelo aparelho partidário do PSD, lideradas por Dias Loureiro. Afinal, passados tantos anos, este é nomeado para membro do conselho de estado do Presidente Cavaco Silva. Haverá melhor forma de evidenciar um acordo do Presidente do país com as negociatas de Dias Loureiro? Não deveria existir um pouco mais de decoro?
Entretanto, já sabemos que Oliveira e Costa um mês antes de sair do BPN passou tudo para a mulher e se divorciou, depois de 48 anos de casado... Que curioso... Já agora, qual será o património de Dias Loureiro?
Já não bastava ter sido o ordenante das várias cargas policiais durante o tempo em que foi ministro da administração interna (tendo como exemplo a ponte 25 de Abril ou os disparos sobre a população no Pragal), foi também o responsável por negociatas com os aviões de combate aos incêndios. Agora está envolvido com os crimes financeiros do BPN.
Numa tentativa de se descupabilizar junto da opinião pública, tentou ir ao parlamento. Não conseguindo, foi à televisão. E como a RTP se deixa instrumentalizar, disse o que se esperava. Que não sabia de nada, que é um anjinho e que à não sei quantos anos tentou denunciar o que se passava no BPN. Que curioso. Só tentou fazer isso uma vez numa conversa privada com alguém do Banco de Portugal. Talvez se fosse uma pessoa séria, se tivesse demitido do BPN e denunciado publicamente a situação... Se não fosse a crise, nada disto se saberia. E andava o Sr. Dias Loureiro, contente e feliz a capitalizar...
No final do governo de Cavaco Silva, falava-se que o tabu era uma forma do então primeiro-ministro se distanciar das negociatas já em curso pelo aparelho partidário do PSD, lideradas por Dias Loureiro. Afinal, passados tantos anos, este é nomeado para membro do conselho de estado do Presidente Cavaco Silva. Haverá melhor forma de evidenciar um acordo do Presidente do país com as negociatas de Dias Loureiro? Não deveria existir um pouco mais de decoro?
Entretanto, já sabemos que Oliveira e Costa um mês antes de sair do BPN passou tudo para a mulher e se divorciou, depois de 48 anos de casado... Que curioso... Já agora, qual será o património de Dias Loureiro?
Na mesma...
Nos últimos tempos andei afastado da escrita no blog. Estive em casa, por razões de saúde. Finalmente corrigi algo que deveria ter feito à muito tempo. No entanto, mesmo em casa, sinceramente não me apeteceu escrever. Preferi cozinhar, melhorar as minhas receitas de fazer pão, fazer um pouco de bricolage e ir ajudando a arrumar a casa.
Têm passado por mim as recentes grandes questões mediáticas:
Têm passado por mim as recentes grandes questões mediáticas:
- A avaliação dos professores e o estatuto do aluno provam que é possível a um governo ter contra si os gregos e os troianos.
- A situação na assembleia regional da Madeira mostra que o governo regional gosta de ter o exclusivo da palhaçada da região. O único problema é que os palhaços quando estão no poder se tornam perigosos para a democracia. E julgam-se donos de tudo.
- Também se demonstrou que ao nosso presidente da república não lhe interessa por na ordem os governantes da Madeira. Pensava que o presidente seria como a justiça, cego à cor politica. pelos vistos enganei-me.
- No caso do BPN, provou-se que a única função do Governador do Banco de Portugal é de se auto-aumentar, até ter um ordenado imoral, quando comparado com o país que temos. E de pedir contenção nos ordenados de quem trabalha... Porque controlar os grandes negócios e os grandes crimes financeiros não está no seu âmbito.
Parece-me que o país não mudou muito.... Ora vamos lá voltar a tomar mais atenção para ir escrevendo aqui algumas coisas...
quinta-feira, outubro 09, 2008
Rumor auto-cumprido
Vítor Constâncio, todo-poderoso e auto-aumentado governador do Banco de Portugal veio afirmar que "O que é importante é que ninguém confie em rumores e no que se diz, e confiem no que dizem publicamente e expressamente as autoridades", referindo-se a rumores que têm aparecido recentemente sobre a existência de bancos à beira da ruptura em Portugal.
É curioso. Até estas declarações, eu não fazia ideia que haviam bancos à beira da ruptura no nosso país.
É curioso. Até estas declarações, eu não fazia ideia que haviam bancos à beira da ruptura no nosso país.
Feios, irresponsáveis e maus
Anteontem, o nosso aspirante a secretário de estado dos EUA, Luís Amado, veio à Comissão Parlamentar de Negócios estrangeiros dizer que apresentar queixa à PGR sobre os voos da CIA teria sido "irresponsável". E que "Seria irresponsável, como seria irresponsável abrir uma suspeição pública europeia sobre o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que foi primeiro-ministro de Portugal (...), era muito fácil, mas era inaceitável. Era feio!"
Senhor ministro, podia ser "irresponsável" e "feio". Mas era transparente e sério. Actualmente temos tendência em esconder a realidade atrás do status quo internacional. Infelizmente, por não sabermos dar o murro na mesa quando é preciso é que estamos na situação de desiquilibrio de forças actual. Por muito que relembremos o que se passou à 63 anos, o vizinho do lado de lá do atlântico não é nosso amigo. Não nos esqueçamos disso.
Senhor ministro, podia ser "irresponsável" e "feio". Mas era transparente e sério. Actualmente temos tendência em esconder a realidade atrás do status quo internacional. Infelizmente, por não sabermos dar o murro na mesa quando é preciso é que estamos na situação de desiquilibrio de forças actual. Por muito que relembremos o que se passou à 63 anos, o vizinho do lado de lá do atlântico não é nosso amigo. Não nos esqueçamos disso.
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