Shinzo Abe, o primeiro-ministro do Japão demitiu-se. Para lá dos casos de corrupção, foi prejudicado por dois factores: suceder à enorme popularidade de Junichiro Koizumi, o primeiro-ministro mais carismático do Japão dos últimos anos, e não ter sido eleito por voto popular para o cargo, uma vez que foi nomeado para o cargo após ter ganho eleições internas no PLD (Partido Liberal Democrata), motivadas pelo fim do mandato de Koizumi (que motivou também o fim do mandato deste como primeiro-ministro).
No PLD sucede que o mandato do presidente dura 3 anos enquanto o mandato de primeiro-ministro dura 4 anos. O que originou que Koizumi terminasse o seu mandato como líder do partido, e deixasse Abe como novo líder do governo Nipónico, sem que existissem eleições legislativas, mas apenas eleições internas no PLD.
No entanto sucessivos casos de corrupção (inclusive com o suicídio de um ministro) motivaram a derrota nas eleições para o Senado, no final de Julho, enfraquecendo cada vez mais a posição de Abe, que levaram à renúncia deste no passado dia 12, tendo sido substituído por Yasuo Fukuda, também novo líder do PLD em substituição de Abe.
Interessante é que o PLD detém o cargo de primeiro-ministro do Japão à 52 anos (apenas com excepção do período entre Agosto de 1993 e Janeiro de 1996). Se calhar se fosse em outro país, não seria considerada uma democracia...
sexta-feira, setembro 28, 2007
sábado, setembro 08, 2007
McCanned Media
Tenho assistido aos últimos desenvolvimentos do caso do desaparecimento de Madeleine McCann. Não tenho opinião sobre as razões do seu desaparecimento. Essas razões serão apuradas e provadas por quem de direito. A polícia tem métodos de trabalho que devem ser respeitados e levados até ao fim.
No entanto, tudo o que rodeia este caso merece alguma reflexão. Foi criado pelo casal McCann um circo mediático que se alargou a uma dimensão mundial. Digo que foi criado pelo casal McCann, mas o que parece agora é que foi criado por alguém que lhes é exterior. A sua proximidade com o primeiro-ministro inglês, trouxe-lhes a possibilidade de serem apoiados pela diplomacia do seu país. Sabendo das dificuldades que existem para aceder ao mais alto nível do Vaticano, não é crível que um casal de Anglicanos consiga, de um momento para o outro, estar em contacto com o Papa. Foi esta uma das manifestações mais importantes para divulgar este caso a nível mundial.
Não sei se este apoio tem algum interesse para além do da simples amizade, nem quero pensar se existirão ou não também algumas ramificações comerciais relacionadas com o turismo.
O que me deixa neste momento a pensar é o facto de que, se este caso se tivesse passado à 10 anos, nunca teríamos ouvido falar destas movimentações de bastidores efectuadas pelas autoridades britânicas. De facto, talvez pudéssemos somente esperar que dali a algum tempo existisse alguma referência perdida num livro de memórias de um qualquer acessor do governo inglês.
Como este caso se passa actualmente, temos vindo a ser alertados para as suas diversas vertentes. Para isto muito tem contribuído os debates de fundo efectuados nas televisões de referência (RT e SIC) e a competência e discernimento dos comentadores e jornalistas neles presentes (descontando as caretas teatrais do José Rodrigues dos Santos).
Vivemos agora numa época mais esclarecida e com menos espaço para jogadas de bastidores, ou este é apenas um exemplo do que poderia ser um jornalismo com maiores possibilidades de elucidação do público e aclaração de outras áreas com maior influência na nossa vida, como a politica?
Infelizmente, confesso que me inclino para a segunda opção.
No entanto, tudo o que rodeia este caso merece alguma reflexão. Foi criado pelo casal McCann um circo mediático que se alargou a uma dimensão mundial. Digo que foi criado pelo casal McCann, mas o que parece agora é que foi criado por alguém que lhes é exterior. A sua proximidade com o primeiro-ministro inglês, trouxe-lhes a possibilidade de serem apoiados pela diplomacia do seu país. Sabendo das dificuldades que existem para aceder ao mais alto nível do Vaticano, não é crível que um casal de Anglicanos consiga, de um momento para o outro, estar em contacto com o Papa. Foi esta uma das manifestações mais importantes para divulgar este caso a nível mundial.
Não sei se este apoio tem algum interesse para além do da simples amizade, nem quero pensar se existirão ou não também algumas ramificações comerciais relacionadas com o turismo.
O que me deixa neste momento a pensar é o facto de que, se este caso se tivesse passado à 10 anos, nunca teríamos ouvido falar destas movimentações de bastidores efectuadas pelas autoridades britânicas. De facto, talvez pudéssemos somente esperar que dali a algum tempo existisse alguma referência perdida num livro de memórias de um qualquer acessor do governo inglês.
Como este caso se passa actualmente, temos vindo a ser alertados para as suas diversas vertentes. Para isto muito tem contribuído os debates de fundo efectuados nas televisões de referência (RT e SIC) e a competência e discernimento dos comentadores e jornalistas neles presentes (descontando as caretas teatrais do José Rodrigues dos Santos).
Vivemos agora numa época mais esclarecida e com menos espaço para jogadas de bastidores, ou este é apenas um exemplo do que poderia ser um jornalismo com maiores possibilidades de elucidação do público e aclaração de outras áreas com maior influência na nossa vida, como a politica?
Infelizmente, confesso que me inclino para a segunda opção.
terça-feira, agosto 14, 2007
Nixon e Kissinger
O livro "Nixon and Kissinger: Partners in Power" (editado em Maio deste ano) conta-nos a relação entre o presidente Nixon e o seu principal conselheiro Henry Kissinger.
Especialmente interessante é a parte em que é versada a guerra do Vietname, nomeadamente o facto de que se sabia de antemão que a guerra era inviável e que não seria possível aos EUA ganhá-la. Mesmo assim, e por força de se saber que uma retirada iria comprometer objectivos eleitorais, prolongou-se o esforço de guerra, dando à morte milhares de americanos, vietnamitas, cambodjanos e laosianos.
Toda esta situação foi disfarçada, só se sabendo dela devido às gravações telefónicas que foi possível efectuar na altura.
Quantas mais situações de prejuízo óbvio para a população foram e são actualmente abafadas por motivos eleitorais e de manutenção do poder?
Seria óbvio ligar esta situação somente aos EUA, à situação de Bush e da sua absurda invasão do Iraque ou ao uso assustador que a sua administração faz do "Segredo de Estado", permitindo que qualquer informação que seja considerada melindrosa para a sua governação seja obliterada de olhares exteriores.
No entanto, o que é preocupante é que estas situações alastram pelas democracias europeias (supostamente diferentes da Americana) e que estas situações vão afastando cada vez mais as populações de contribuir para as sociedades participadas e politicamente inclusivas que seria necessário fomentar.
Estamos neste momento numa encruzilhada da história. E o que me assusta é que estamos a retomar caminhos que já foram trilhados e que não deram bons resultados. A população deve ser convidada a instruir-se, a perguntar, a participar nas escolhas. Só assim temos uma verdadeira democracia.
O problema é que a verdadeira democracia é algo que não interessa a alguém...
Especialmente interessante é a parte em que é versada a guerra do Vietname, nomeadamente o facto de que se sabia de antemão que a guerra era inviável e que não seria possível aos EUA ganhá-la. Mesmo assim, e por força de se saber que uma retirada iria comprometer objectivos eleitorais, prolongou-se o esforço de guerra, dando à morte milhares de americanos, vietnamitas, cambodjanos e laosianos.
Toda esta situação foi disfarçada, só se sabendo dela devido às gravações telefónicas que foi possível efectuar na altura.
Quantas mais situações de prejuízo óbvio para a população foram e são actualmente abafadas por motivos eleitorais e de manutenção do poder?
Seria óbvio ligar esta situação somente aos EUA, à situação de Bush e da sua absurda invasão do Iraque ou ao uso assustador que a sua administração faz do "Segredo de Estado", permitindo que qualquer informação que seja considerada melindrosa para a sua governação seja obliterada de olhares exteriores.
No entanto, o que é preocupante é que estas situações alastram pelas democracias europeias (supostamente diferentes da Americana) e que estas situações vão afastando cada vez mais as populações de contribuir para as sociedades participadas e politicamente inclusivas que seria necessário fomentar.
Estamos neste momento numa encruzilhada da história. E o que me assusta é que estamos a retomar caminhos que já foram trilhados e que não deram bons resultados. A população deve ser convidada a instruir-se, a perguntar, a participar nas escolhas. Só assim temos uma verdadeira democracia.
O problema é que a verdadeira democracia é algo que não interessa a alguém...
East Timor 2
Pois é, em Timor Leste, está consumada a dança de cadeiras. O PM passa a PR e o PR a PM, mesmo não ganhando as eleições.
As ordens dos tribunais não contam, a constituição de nada vale.
Interesses mais altos se levantam em Timor. E parece-me a mim que não serão propriamente os interesses do país...
As ordens dos tribunais não contam, a constituição de nada vale.
Interesses mais altos se levantam em Timor. E parece-me a mim que não serão propriamente os interesses do país...
quinta-feira, julho 19, 2007
East Timor
Existe em Timor-Leste um mandado de detenção para o major Alfredo Reinado, emitido pelos tribunais.
No entanto, ao arrepio dessa decisão judicial, o Presidente da República ordenou à Procuradoria-geral da República que emitisse salvo-condutos para o major e o seu grupo, de modo a que estes não fossem detidos.
Ontem, um dos magistrados a exercer funções em Timor-Leste, veio (a noticia pode ser lida aqui) renovar o mandado de captura, lembrando que o poder executivo não pode ter quaisquer ingerências no poder legislativos, visto que são poderes autónomos.
Esta situação, numa democracia estabelecida (mesmo em Portugal), seria considerada bastante grave e levaria, penso eu, à demissão tanto do Presidente como do Procurador-geral da República, nem que fosse por pressão da opinião pública. Acho inimaginável que um Presidente da República (ainda por cima Nobel da Paz) minimamente democrático tenha uma atitude deste tipo.
Depois do que se passou com o governo de Alkatiri, com a eleição de Ramos Horta para a Presidência da República e com a tentativa em curso de retirar o poder à Fretilin, mesmo tendo em conta a sua vitória eleitoral nas legislativas, este é mais um passo no sentido de colocar Timor-Leste na rota de se tornar cada vez menos independente e cada vez mais num protectorado Australiano. O comportamento das forças australianas face às portuguesas na altura dos conflitos em Dili é bem demonstrativo deste rumo.
No entanto, ao arrepio dessa decisão judicial, o Presidente da República ordenou à Procuradoria-geral da República que emitisse salvo-condutos para o major e o seu grupo, de modo a que estes não fossem detidos.
Ontem, um dos magistrados a exercer funções em Timor-Leste, veio (a noticia pode ser lida aqui) renovar o mandado de captura, lembrando que o poder executivo não pode ter quaisquer ingerências no poder legislativos, visto que são poderes autónomos.
Esta situação, numa democracia estabelecida (mesmo em Portugal), seria considerada bastante grave e levaria, penso eu, à demissão tanto do Presidente como do Procurador-geral da República, nem que fosse por pressão da opinião pública. Acho inimaginável que um Presidente da República (ainda por cima Nobel da Paz) minimamente democrático tenha uma atitude deste tipo.
Depois do que se passou com o governo de Alkatiri, com a eleição de Ramos Horta para a Presidência da República e com a tentativa em curso de retirar o poder à Fretilin, mesmo tendo em conta a sua vitória eleitoral nas legislativas, este é mais um passo no sentido de colocar Timor-Leste na rota de se tornar cada vez menos independente e cada vez mais num protectorado Australiano. O comportamento das forças australianas face às portuguesas na altura dos conflitos em Dili é bem demonstrativo deste rumo.
segunda-feira, julho 16, 2007
Lisboa Pós Eleitoral
Depois da noite eleitoral intercalar de ontem, vários pensamentos me assaltaram o espírito.
O primeiro surgiu ao ouvir as declarações de Helena Roseta. Cheia de força e vitalidade, com ideias e abertura para o futuro. Fiquei a pensar que, se fosse ela a escolhida pelo PS, teríamos neste momento uma Presidente de Câmara com ideias válidas para um município aberto à população. Mas imagino que isso seja o que menos interessa agora ao governo da Câmara…
Depois, ao ver a festa de Carmona Rodrigues, fiquei desalentado. O povo de Lisboa não difere do de Felgueiras ou de Oeiras (nem seria de esperar que diferisse). Parece que têm gosto em votar nos que os roubam mais descaradamente. Deve ser algum complexo de justiça anti-media. O tipo de raciocínio enviesado que leva a defender os que são apontados pela justiça e colocados na berlinda pelos órgãos de comunicação. De outra forma, como se justifica eleger de novo Carmona ou Gabriela Seara? Fontão de Carvalho só não foi eleito porque era o último da lista (mas estava lá na festa, junto aos demais). E foi eleita outra figura sinistra do clientelismo político português que é Pedro Feist. Não me admira que sejam estes os “amigos” de que necessita António Costa para ter a sua maioria.
Senti nos aplausos a Carmona a alegria desmiolada de quem não sabe muito bem o que está a apoiar, mas está lá porque sim. Infelizmente este parece ser o lugar comum da política actual. O que me leva a outra pergunta. Será que a democracia actual sobreviveria com apoiantes questionantes e esclarecidos? Mas isso é outra história…
De qualquer forma, não esquecer que tanto Roseta como Carmona só conseguiram candidatar-se, porque o protesto do MPT foi colocado a tempo e horas no Tribunal Constitucional, o que obrigou a adiar as eleições uma semana. Porque antes disso Carmona não se ia sequer candidatar…
O primeiro surgiu ao ouvir as declarações de Helena Roseta. Cheia de força e vitalidade, com ideias e abertura para o futuro. Fiquei a pensar que, se fosse ela a escolhida pelo PS, teríamos neste momento uma Presidente de Câmara com ideias válidas para um município aberto à população. Mas imagino que isso seja o que menos interessa agora ao governo da Câmara…
Depois, ao ver a festa de Carmona Rodrigues, fiquei desalentado. O povo de Lisboa não difere do de Felgueiras ou de Oeiras (nem seria de esperar que diferisse). Parece que têm gosto em votar nos que os roubam mais descaradamente. Deve ser algum complexo de justiça anti-media. O tipo de raciocínio enviesado que leva a defender os que são apontados pela justiça e colocados na berlinda pelos órgãos de comunicação. De outra forma, como se justifica eleger de novo Carmona ou Gabriela Seara? Fontão de Carvalho só não foi eleito porque era o último da lista (mas estava lá na festa, junto aos demais). E foi eleita outra figura sinistra do clientelismo político português que é Pedro Feist. Não me admira que sejam estes os “amigos” de que necessita António Costa para ter a sua maioria.
Senti nos aplausos a Carmona a alegria desmiolada de quem não sabe muito bem o que está a apoiar, mas está lá porque sim. Infelizmente este parece ser o lugar comum da política actual. O que me leva a outra pergunta. Será que a democracia actual sobreviveria com apoiantes questionantes e esclarecidos? Mas isso é outra história…
De qualquer forma, não esquecer que tanto Roseta como Carmona só conseguiram candidatar-se, porque o protesto do MPT foi colocado a tempo e horas no Tribunal Constitucional, o que obrigou a adiar as eleições uma semana. Porque antes disso Carmona não se ia sequer candidatar…
quinta-feira, junho 28, 2007
Zeca em Montevideo
Recebi recentemente um mail de Andrés Stagnaro, cantautor Uruguaio, contando-me com grande emoção que, na Plaza de Portugal, em Montevideo, capital do Uruguai, foi recentemente inaugurada uma placa homenageando Zeca Afonso.É a primeira vez que um cantautor não uruguaio é homenageado dessa forma.
Conta-me o Andrés que, para ele, Montevideo é agora diferente. Tem passado por este local várias vezes e ainda não se cansou de lhe tirar fotografias.
É sabido que temos uma relação especial de longa data com o Uruguai. Sabemos agora que por lá existe um carinho especial por alguém que nos diz tanto e pelo que ele representa. Como se o mar que nos separa fosse atravessado nos compassos da liberdade cantada das suas duas margens.
quarta-feira, junho 27, 2007
Elogio?
George W. Bush, por ocasião da saída de Tony Blair do governo Inglês, veio a público dizer que o ex-primeiro ministro inglês é "um politico talentoso".
Ainda não sei se isto é ou não um elogio...
Ainda não sei se isto é ou não um elogio...
domingo, maio 20, 2007
CML
Primeiro foi Marques Mendes, depois de já se ter tornado claro há alguns meses que a situação era insustentável, veio dizer que era tempo de fazer cair a câmara e provocar eleições. Disse que tinha falado com o Presidente Carmona (mas não o da outra senhora), e que este teria concordado em demitir-se.
Não contando com o atraso de alguns meses, até aqui tudo bem. O que ninguém esperava era que Carmona Rodrigues decidisse que era altura de nos mostrar os dotes de cantor (porque os dotes de BTT não tinham impressionado) e convocado os jornalistas para interpretar a sua versão da conhecida canção “daqui não saio, daqui ninguém me tira”...
Mas enfim, lá se resolveu tudo, os vereadores demitiram-se e lá caíram os corpos gerentes da câmara. Não todos, porque o PSD quer assegurar que mantém o controlo sobre a próxima vereação e por isso decidiu que na assembleia municipal não se mexe. Esta decisão agradecem os elementos das mesas de voto, porque dessa forma só tem de contar um tipo de boletins...
Entramos assim na fase da escolha dos candidatos. E aqui é que entramos na verdadeira paródia.
Marques Mendes escolhe o actual presidente da câmara de Sintra para candidato. Fernando Seara, depois de ponderar, recusa. Mas quando se esperava que a principal razão para recusar fosse o respeito pelos seus eleitores de Sintra e o cumprir do mandato para o qual foi eleito, Seara apresenta “razões pessoais”. Imagino que as razões pessoais sejam não sair mais chamuscado com a derrota que o esperaria. Para Fernando Seara já bastam os puxões de orelhas da Unesco sobre o estado do palácio da Pena...
Sendo assim, o PSD escolheu uma figura menos conhecida do partido, Fernando Negrão, que como cargos mais importantes foi director da PJ, ministro da segurança social e juiz da comarca de Velas, em São Jorge. Quanto mais não seja, este candidato vai proporcionar aos órgãos de comunicação social excelentes títulos de notícias, utilizando o seu sobrenome.
Já o PS escolheu para candidato a segunda figura do governo, o ministro de estado e da Administração Interna (por oposição ao Ministério da Administração Externa), António Costa. De facto, António Costa tem muita experiência de autárquicas, como o demonstra a sua candidatura a Loures à uns anos, em que patrocinou uma corrida entre um Ferrari e um Burro na calçada de Carriche e na noite eleitoral festejou uma vitória que, contados todos os votos, acabou por ser da CDU.
Para substituir António Costa no governo foi escolhido Rui Pereira. Ora esta escolha demonstrou a coerência e sentido do dever tanto do Primeiro-Ministro como do próprio novo ministro, visto que Rui Pereira tinha sido eleito para o Tribunal Constitucional (indicado pelo OS) apenas à 2 meses.
Entretanto, verificou-se que Governadora Civil de Lisboa não queria independentes na corrida autárquica, porque foi tão célere a marcar as eleições que não respeitou os prazos estabelecidos na lei.
O curioso é que se não fosse o MPT a protestar junto do Tribunal Constitucional, a principal prejudicada por esta situação, Helena Roseta, também não ia a votos, visto que esta entregou o seu protesto fora de prazo... Portanto a Senhora Arquitecta Roseta bem pode agradecer ao MPT.
Ainda fruto desta decisão, Carmona Rodrigues, que parece que não se ia candidatar, afinal já vai... Ai está mais alguém que também poderá beneficiar do protesto do MPT, embora nada tenha feito para tal....
O líder do CDS, como resultado desta atrapalhação do Governo Civil, veio pedir a demissão da Governadora Civil, visto que esta não terá respeitado a lei. O que não deixa de ser engraçado, porque se o CDS achava que não teria sido respeitada a lei na decisão original, deveria ter apresentado queixa no Tribunal, e não vir comentar à posteriori. Mais um aproveitamento das queixas do MPT, que para partido pequeno até se mexe bastante bem...
Por falar em CDS, no seu congresso, Paulo Portas indicou, numa rápida entrevista à Antena1 as principais qualidades dos três possíveis candidatos a Lisboa, nomeadamente Luís Nobre Guedes, Teresa Caeiro e Telmo Correia. Ora as qualidades que apontou para o efectivo candidato (anunciado um par de horas mais tarde) foram as de “ser um excelente orador e conhecer bem Lisboa”. Pela experiência que tenho, 60% dos taxistas também poderiam ser candidatos a Lisboa pelo CDS.
Ainda ontem à noite ouvi na rádio a apresentação da candidatura do BE, liderada por Sá Fernandes. Tenho é dúvidas onde terá sido esta apresentação, visto que o seu discurso foi pontuado por palmas que pareciam vir de 3 ou 4 pessoas...
Só falta falar aqui uma candidatura, que não tem dado que falar. Mas neste caso, acho que manter um low profile é uma vantagem...
Ficamos assim ansiosamente à espera do dia 15 de Julho.
P.S.: Como poderão ver este post é pontuado com uma foto da própria CML. Esta foto não foi retirada de nenhum site, mas é apenas o inaugurar de uma nova fase do Matrecos, que tentará, sempre que possível incluir reportagem fotográfica dos acontecimentos. Esta fase já foi aliás iniciada no post acerca do 25 de Abril deste ano.
quarta-feira, maio 09, 2007
Pena suspensa
A sentença do Sargento Luís Gomes foi comutada de prisão efectiva para pena suspensa, o que significou que durante a tarde de hoje lhe foi restituida a liberdade, podendo abandonar o estabelecimento prisional de Tomar e colaborar activamente na transmissão à Esmeralda de uma nova realidade, em que não existe só um pai e uma mãe, mas algo mais complexo que será necessário ajudar a compreender e a aceitar.
O irónico desta notícia é que Luis Gomes foi libertado quando se encontrava a efectuar um tratamento de hemodiálise no Entrocamento, tratamento esse que é efectuado várias vezes por semana. Já agora, não poderiam também suspender-lhe essa pena?
O irónico desta notícia é que Luis Gomes foi libertado quando se encontrava a efectuar um tratamento de hemodiálise no Entrocamento, tratamento esse que é efectuado várias vezes por semana. Já agora, não poderiam também suspender-lhe essa pena?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
